20 Abril 2010

"O matrimônio maior"

"O matrimônio maior"

Poucas histórias são tão típicas de Cristo como a de Isaque. E dentro de sua história, um dos fatos mais belos é o seu matrimônio com Rebeca. Ali vemos Isaque como o objeto preferencial e único dos afetos de seu pai, e como herdeiro de tudo. Entretanto, ele está incompleto, pois não tem esposa.Por isso, Abraão se prepara para celebrar as bodas de seu filho. Assim também Deus prepara as bodas de seu Filho, que é o objeto preferencial de sua atenção.
Abraão, então, envia o seu principal criado, Eliezer à sua terra e à sua parentela. Ali acha a Rebeca, logo depois de sujeitar piedosamente diante de Deus a sua missão. Eliezer (tipo do Espírito Santo) conquista o coração de Rebeca lhe falando de Isaque. Assim também faz o Espírito Santo com respeito a Cristo. Ele dá testemunho de Cristo fazendo que todas os olhares se pousem nele. A revelação que o Pai faz do Filho pelo Espírito Santo constitui o fundamento de toda experiência espiritual.
Rebeca se enamora por ele, e não só pelo testemunho de Eliezer, mas também pela exibição de sua riqueza. Ela ostenta e desfruta antecipadamente esses dons de amor. (Não desfruta a Igreja hoje antecipadamente as riquezas de Cristo?). Pelo testemunho de Eliezer o coração de Rebeca se prende ao de Isaque e se desvincula de seus afetos familiares. O coração de Rebeca já está em Canaã e não mais em Harã. Eliezer fez bem o seu trabalho. Assim o Espírito Santo, quando fala de Cristo, conquista para sempre o coração do crente.
Apenas Eliezer tem a anuência de Rebeca para unir-se a Isaque, ele se vai. Sua viagem não tem outra razão a não ser o de honrar a Isaque e cumprir o seu encargo. O Espírito Santo não centra sua atenção nos dons, mas sim no Senhor dos dons. Eliezer, indo-se com Rebeca, é uma representação do Espírito Santo sendo tirado do mundo. Rebeca não teria agido bem em conformar-se com os presentes. Ela desejou ver seu amado, que tão ricos dons lhe tinha enviado. (Está nosso coração disposto agora a partir para estar com Cristo?).
Isaque, sendo tão rico e nobre, não estava completo sem Rebeca. Assim também Cristo, com tudo, e ser ele quem é, não está completo sem a Igreja. Disto informa a Escritura ao dizer que "a mulher é a glória do varão" (1ª Co. 11:7) e que a Igreja é "a plenitude (ou complemento) daquele que enche tudo em todos" (Ef. 1:23).
Em seguida, "Isaque ... tomou a Rebeca por mulher, e a amou" (Gên. 24:67). Ele não teve nada a ver com a escolha, porque confiava plenamente em seu pai. Assim também o Pai escolhe aos que ele quer e os traz para Jesus, que os recebe, ama-os, e os eleva até a sua mesma glória.
Tudo o que pertencia a Isaque chegou a ser propriedade de Rebeca, porque Isaque pertencia a ela. Diferente de outros patriarcas, Isaque nunca teve concubinas, de maneira que de verdade tudo o que ele tinha era também dela. Isaque foi fiel a sua única esposa, como Cristo o é à Igreja.
fonte: Aguas vivas

18 Abril 2010

O Cultivo da Vida Interior (A. W. Tozer)

(A. W. Tozer)

  • Retire-se do mundo todo dia para um lugar privado, ainda que este lugar seja apenas o quarto.
  • Permaneça aí até que os ruídos internos comecem a acabar no seu coração e o descanso da presença de Deus o envolva.
  • Desligue os sons desagradáveis e saia do seu lugar privado, determinado a não ouvi-los.
  • Ouça a voz interior do Espírito até aprender a reconhecê-la.

  • Pare de tentar competir com os outros.
  • Entregue-se a Deus e seja você mesmo.
  • Reduza seus interesses a uns poucos.
  • Não procure saber coisas que não lhe são úteis.
  • Aprenda a orar interiormente a todo o momento. Após algum tempo, aprenderá a fazer isso enquanto trabalha.
  • Pratique a sinceridade da criança e a humildade.
  • Ore pedindo olhos simples.
  • Leia menos, mas leia mais aquilo que é importante para sua vida interior.
  • Jamais permita que sua mente fique dispersa por muito tempo.
  • Contemple Cristo com os olhos da alma.
  • Exercite a concentração espiritual.

16 Abril 2010

Artigos

O Que é Mente?
Watchmam Nee

"Pela intuição conhecemos a vontade de Deus,mas a mente é quem explica"

O que é esta mente de que fala o Novo Testamento? Podemos examinar este assunto sob três ângulos. Do ponto de vista físico, os seres humanos, possuem cérebro. Considerados psicologicamente, têm mente; e falando espiritualmente, têm intuição. Aquilo que diz respeito à matéria chama-se cérebro; e aquilo que diz respeito ao intelecto ou raciocínio é a mente. Apesar de não ousarmos dizer que a nós representa a mente toda, ela, não obstante, certamente ocupa a maior parte da mente. Pela intuição do espírito, recebemos uma impressão de Deus. Pela mente da alma, essa impressão intuitiva é interpretada e nos é dada a conhecer. Conhecemos a vontade de Deus pela intuição, mas a intuição, sendo irracional e não sistemática, precisa ser explicada pela mente.
Agora permitam-me dizer ainda que o homem possui três órgãos de conhecimento. No corpo, é o cérebro; no espírito, é a intuição; e na alma, é a mente. Quando dissecamos o cérebro, nada vemos além de uma substância cinzenta e branca. E a intuição é algo que às vezes sentimos e às vezes não. Às vezes parece constranger, e outras vezes parece restringir. É a entidade que está no profundo de nosso íntimo. A mente, porém, se encontra entre a intuição e o cérebro. Ela interpreta o significado da intuição e leva o cérebro a expressá-lo em palavras. Se a mente do crente for defeituosa, mesmo que ele tenha uma forte intuição e um bom cérebro, sua vida será destituída de qualquer padrão. Passará os dias insensatamente. E não será capaz de expressar o que lhe vai no íntimo. Tudo isto se deve à falta de renovação de sua mente. A Mente do Pecador
Consideremos primeiro a mente do pecador. Ele tem uma mente corrompida e depravada (Roma nos 1:28; 2 Timóteo 3:8), fútil e vã (Efésios 4:17), carnal (Colossenses 2:18), e contaminada (Tito 1:15). É esse o estado da mente do pecador. Agora, porém, o pecador está salvo. Contudo, se relem brar sua experiência de antes de ser salvo, o que poderia dizer de sua atitude para com Deus? Qual é a situação da mente do pecador na presença do Senhor?Suponhamos um pecador muito insensato que quase nada sabe. Mas à medida que começamos a falar-lhe a respeito de Deus, ele se oporá a nós com todo tipo de argumento. Insistirá em que Deus não existe. Ficamos surpreso com tal afirmativa da parte de um insensato. Por que ele fala assim? Porque sua mente está obscurecida. Sua mente está obscurecida e morta; seu espírito encontra-se completamente em trevas. Ele não tem como conhecer a Deus e é totalmente incapaz de conhe cer o caminho divino. O que o leva a levantar todos esses argumentos contra Deus? Sua mente depravada,fútil e contaminada. É essa a situação do insensato.
Mas, e o homem inteligente, aquele que pode discutir filosoficamente a respeito de Deus? Ele a tudo professa conhecer, e no entanto não crê em Deus. Tenta encontrar muitas razões para refutá-lo. Ele se opõe a Deus tanto quanto o insensato. Apesar de o sábio e de o insensato estarem em pólos opostos acerca de centenas de coisas, na questão de não crer em Deus estão perfeitamente de acordo. A causa disto nada mais é que o fato da mente em ambos estar obscurecida e o espírito, morto. Por estar morta a mente, são incapazes de receber a luz de Deus. Seus pensamentos se tornam desenfreados e irregulares. Por isso, Deus declara, no caso dos que perecem, que "o deus deste século cegou os entendimentos dos incrédulos, para que lhes não resplandeça a luz do evangelho da glória de Cristo, o qual é a imagem de Deus" (2Coríntios 4:4).





Fonte – O Homem Espíritual – Volume -01

05 Abril 2010

"Afirmações para o Reavivamento Pessoal" - A.W. Tozer

"Afirmações para o Reavivamento Pessoal"
A.W. Tozer

"Se você falhar, prostre-se em humilhação, arrependa-se e comece novamente"
Algumas pessoas rejeitam a idéia de fazer votos, mas na Bíblia você encontrará muitos grandes homens de Deus que foram dirigidos por alianças, promessas, votos e compromissos. O salmista não era avesso a fazer votos. "Os votos que fiz, eu os manterei, ó Deus", disse ele. "Render-te-ei ações de graça" (Sl 56.12).
Meu conselho nessa questão é que se você está realmente preocupado com seu avanço espiritual - a obtenção de novo poder, nova vida, nova alegria e novo reavivamento pessoal dentro de seu coração , será bom fazer certos votos e empenhar-se por cumpri-los. Se você falhar, prostre-se em humilhação, arrependa-se e comece novamente, mas sempre leve em consideração os votos feitos. Eles irão ajudar a harmonizar seu coração com os vastos poderes que fluem do trono onde Cristo está assentado, à destra de Deus.
O homem carnal rejeita a disciplina de tais compromissos. Ele diz: "Quero ser livre. Não quero ter qualquer voto sobre mim. Não creio nisso. Isso é legalismo". Bem, deixe-me apresentar o quadro de dois homens.
Um deles não fez voto algum. Ele não aceita qualquer responsabilidade desse tipo. Ele quer ser livre. E ele é livre, em certa medida assim como um vagabundo é livre. O vagabundo é livre para sentar-se num banco de jardim de dia, dormir sobre um jornal à noite, ser posto para fora da cidade na manhã de quinta-feira e voltar e subir pelas escadas rangentes de alguma pensão na quinta à noite. Esse homem é livre, mas também é inútil. Ele apenas ocupa um lugar no mundo, cujo ar respira.
Examinemos agora outro homem talvez um presidente, ou primeiro ministro ou qualquer grande homem que carrega sobre si o peso do governo. Homens assim não são livres. Porém, com o sacrifício de sua liberdade demonstram poder. Caso insistam em ser livres, poderão sê-lo, mas apenas como o vagabundo. Escolheram, porém, estar amarrados.
Há muitos vagabundos religiosos no mundo que não querem estar amarrados a coisa alguma. Eles transformaram a graça de Deus em libertinagem pessoal. As grandes almas, entretanto, são aquelas que se aproximam reverentemente de Deus compreendendo que em sua carne não habita bem algum. E sabem que, sem a capacitação dada por Deus, quaisquer votos feitos seriam quebrados antes de o sol se pôr. Não obstante, visto que crêem em Deus, com reverência assumem certos votos sagrados. Esse é o caminho para o poder espiritual.
Sendo assim, há algums votos que tenho em mente, que será bom fazer e observar.
Primeiro Voto: Trate Seriamente com o Pecado
O pecado tem sido disfarçado nestes dias, aparecendo com novos nomes e caras. Você pode estar sendo exposto a esse fenômeno na escola. O pecado é chamado por diversos nomes enfeitados qualquer nome, menos pelo que ele realmente é. Por exemplo, os homens já não ficam mais sob convicção de pecados; eles têm um complexo de culpa.
Em lugar de confessar suas culpas a Deus, para se livrarem delas, deitam-se num divã e tentam relatar o que sentem a um homem que deve conhecer melhor tudo sobre eles.
Após algum tempo, a resposta dada é que eles foram profundamente desapontados quando tinham dois anos, ou alguma coisa semelhante. Supõe-se que isso os fará sentirem-se melhor.
Tudo isso é ridículo, porque o pecado é ainda o mesmo antigo inimigo da alma. Ele nunca foi alterado. Precisamos tratar firmemente com o pecado em nossa vida. Lembremo-nos sempre disso. "O reino de Deus não é comida nem bebida", disse o apóstolo Paulo, "mas justiça, e paz, e alegria no Espírito Santo" (Rm 14.17). A justiça repousa à porta do reino de Deus. "A alma que pecar, essa morrerá" (Ez 18. 4, 20).
Não estou pregando a perfeição sem pecado. Antes, quero dizer que todo pecado conhecido deve ser nomeado, identificado e repudiado, e que devemos confiar em Deus para nos libertar dele, para que não exista qualquer pecado consciente, deliberado em qualquer parte de nossa vida. E absolutamente necessário que façamos isso, porque Deus é um Deus santo, e o pecado está no trono do mundo.
Portanto, não chame seus pecados por algum outro nome. Se você é invejoso, chame-o de inveja. Se você tem a tendência à autocomiseração e a sentir que não é apreciado, mas é como uma flor que nasce para morrer despercebida, a desgastar sua doçura no ar do deserto, chame esse pecado pelo que ele é: autopiedade.
Também há o ressentimento. Se você está ressentido, admita-o. Tenho conhecido pessoas que vivem num estado de indignação furiosa a maior parte do tempo. Conheço um pregador que age como uma galinha lançada fora do ninho: ele fica correndo em todas as direções queixando-se e murmurando alguém está sempre o fazendo errar.
Ora, caso você tenha esse mesmo "espírito", tem de tratar com ele imediatamente. Você precisa livrar-se disso. O sangue de Jesus Cristo nos purifica de todo o pecado. Em lugar de tentar disfarçar o pecado ou procurar uma tradução grega opcional em algum lugar sob a qual ocultá-lo, chame-o por seu nome correto e livre-se dele pela graça de Deus.
Há também o mau humor. Não o chame de indignação. Não tente chamá-lo de algum outro nome. Chame-o pelo que ele é. Porque, se você tem mau humor, ou você se desfaz dele ou ele desfará muito de sua espiritualidade e alegria.
Por conseguinte, tratemos do pecado com seriedade. Sejamos perfeitamente cândidos. Deus ama pessoas cândidas.