31 agosto 2009

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Salmos de Louvor
Watchman Nee : Revista À Maturidade - Outono de 1978

"Os Salmos não são apenas de louvor, são também de sofrimento".

O louvor é muito enfatizado e frequentemente registrado na bíblia. Desde a época da saída do Egito, nós encontramos incessantes louvores. A coleção inteira dos Salmos está cheia de louvores. Primeiro Moisés compôs um cântico de louvor em Êxodo 15, e a partir de então através de todo o Velho Testamento, houve muitas notas de louvor. “Ó Senhor, quem é como tu entre os deuses? Quem é como tu glorificado em santidade, terrível em feitos gloriosos, que operas maravilhas”? (Ex. 15.11). Deus é extraordinário e digno de ser louvado.
Muitas pessoas não compreendem plenamente porque a coleção de Salmos está na Bíblia. É como se Deus não estivesse satisfeito com todos os louvores perante Ele. Seus Salmos não são apenas salmos de louvor, são também de sofrimento. Muitos registram a experiência de serem levados para as sombras da morte: “Todas as tuas ondas e vagas passaram sobre mim” (Salmos 42.7). Eles foram abandonados pelos homens, difamados e perseguidos pelos inimigos; contudo, estas experiências resultaram em louvores a Deus. Tais palavras de louvor, consequentemente, não são proferidas pelas bocas dos prósperos; mas daqueles que estão sob a disciplina de Deus.
Todos os que estudam a Bíblia sabem que dentre todos os livros do Velho Testamento, a coleção dos Salmos expressa mais profundamente os sentimentos feridos dos homens. Mas, por favor, lembre-se que nestes mesmos salmos as vozes de louvor são as mais fortes e as mais altas. Dos muitos sofrimentos, perseguições e difamações, Deus tem composto cânticos de louvor nas vidas do Seu próprio povo. Eles aprendem a louvar a Deus em toda e qualquer circunstância.
Não pense que o louvor resultante da alegria é o mais alto. Geralmente, o louvor mais alto vem daqueles que passaram por grandes aflições perante Deus. Tal louvor é bem aceito e totalmente abençoado por Deus, e é isto que Ele deseja que cada um de nós aprenda. Devemos alçar a nota de louvor não somente quando estamos no cume a avistarmos a terra prometida de Canaã, mas devemos também aprender a compor salmos de louvor quando andamos pelo vale da sombra da morte. Isto é realmente louvor.
Podemos agora concluir qual é a verdadeira natureza do louvor. Como já dissemos, o livro de Salmos é o único livro de louvor no Velho Testamento. Seu título poderia ser exatamente esse: “Louvor”. Muitos extraem dos Salmos os seus louvores. Muitos Salmos podem ser cantados. Durante a época do Velho Testamento as pessoas realmente cantavam os Salmos. Mas tome nota do fato de que os que ofereciam louvor no Velho Testamento eram aqueles que Deus havia propositalmente conduzido através de situações aflitivas para que mediante os seus sentimentos feridos eles pudessem compor as palavras de louvor.

27 agosto 2009

"UMA HISTÓRIA DE AMOR A DEUS".

Iniciado em Hernhut, Alemanha no século 18, o movimento de oração continua (24 horas) chamado Moravianos durou por quase 100 anos, e eles não oravam por aquilo que não estavam dispostos a ser a resposta.
Dois jovens Moravianos, de 20 anos ouviram sobre uma ilha no Leste da Índia cujo dono era um Britânico agricultor e ateu, este tinha tomado das florestas da África mais de 2000 pessoas e feito delas seus escravos, essas pessoas iriam viver e morrer sem nunca ouvirem falar de Cristo.
Esses jovens fizeram contato com o dono da ilha e perguntaram se poderiam ir para lá como missionários, a resposta do dono foi imediata: " Nenhum pregador e nenhum clérico chegaria a essa ilha para falar sobre essa coisa sem sentido". Então eles voltaram a orar e fizeram uma nova proposta: "E se fossemos a sua ilha como seus escravos para sempre?", o homem disse que aceitaria, mas não pagaria nem mesmo o transporte deles. Então os jovens usaram o valor de sua propria venda para custiar sua viagem.
No dia que estavam no porto se despedindo do grupo de oração e de suas familias o choro de todos era intenso, pois sabiam que nunca mais veriam aqueles irmãos tão queridos, quando o navio tomou certa distância eles dois se abraçaram e gritaram suas ultimas palavras que foram ouvidas: "QUE O CORDEIRO QUE FOI IMOLADO RECEBA A RECOMPENSA DO SEU SOFRIMENTO".
Estou convencido que não devo orar se não estou disposto a ser resposta pelo o que estou orando. "...
Deus é poderoso pra fazer muito mais.... de acordo com Seu poder que opera em nós" (Ef. 3:20)

25 agosto 2009

Fique Ligado! - O Reino - Neste sábado



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"Homem: A Morada de Deus"
A. W. Tozer


"O Espírito Santo estabelece morada no espírito do crente".

No profundo interior de cada homem há um lugar sagrado e privado onde habita a misteriosa essência de seu ser. Este profundo lugar é, na realidade, uma parte no homem sem referência a qualquer outra parte da complexa natureza do homem. Ela é o "Eu Sou" do homem, um dom do EU SOU que o criou.O EU SOU que é Deus não é derivado de ninguém e é auto-existente; o "Eu Sou" que é homem é derivado de Deus e dependente cada momento de Seu criativo fiat para continuação de sua existência. Um é o Criador, Altíssimo sobre todos, ancião de dias, habitando na inacessível luz. O outro é uma criatura e apesar de ser mais privilegiado do que outras, ainda é apenas uma criatura, um pensionista da generosidade de Deus e um suplicante diante de Seu trono.O profundo na entidade humana do qual falamos é chamado nas Escrituras de o espírito do homem. "Pois, qual dos homens entende as coisas do homem, senão o espírito do homem que nele está? assim também as coisas de Deus, ninguém as compreendeu, senão o Espírito de Deus" (1 Coríntios 2:11). Como o autoconhecimento de Deus repousa no eterno Espírito, assim também o autoconhecimento do homem é por seu próprio espírito, e seu conhecimento de Deus é pela direta impressão do Espírito de Deus sobre o espírito do homem.A importância de tudo isto não pode ser superestimada à medida que pensamos, estudamos e oramos. Ela revela a essencial espiritualidade da humanidade. Ela nega que o homem é uma criatura que possui um espírito e declara que ele é um espírito que tem um corpo. O que o faz ser um ser humano não é seu corpo, mas seu espírito, no qual a imagem de Deus originalmente repousa. Uma das declarações mais libertadoras no Novo Testamento é esta: "Mas a hora vem, e agora é, em que os verdadeiros adoradores adorarão o Pai em espírito e em verdade; porque o Pai procura a tais que assim o adorem. Deus é Espírito, e é necessário que os que o adoram o adorem em espírito e em verdade". (João 4:23, 24) . Aqui a natureza da adoração é mostrada sendo completamente espiritual. A verdadeira religião é despojada de dieta e dias, de vestuários e cerimônias, e posta onde ela começa - na união do espírito do homem com o Espírito de Deus.Do ponto de vista do homem a perca mais trágica na Queda foi a desocupação deste santuário interno pelo Espírito de Deus. No remoto - no oculto centro do ser do homem há uma sarça adaptada para ser a morada do Deus Triuno. Ali Deus planejou descansar e arder com fogo espiritual e moral. O homem por seu pecado perdeu este indescritível privilégio e deve agora habitar sozinho ali. Tão intimamente privado é o lugar que nenhuma criatura pode penetrar; ninguém pode entrar, exceto Cristo; e Ele entrará somente por um convite da fé. "Eis que estou à porta e bato; se alguém ouvir a minha voz, e abrir a porta, entrarei em sua casa, e com ele cearei, e ele comigo" (Apocalipse 3:20).Pela operação misteriosa do Espírito no novo nascimento, o que é chamado por Pedro de "natureza divina" entra no profundo - no centro do coração do crente e estabelece morada ali. "Se alguém não tem o Espírito de Cristo, esse tal não é dele", porque "o Espírito mesmo testifica com o nosso espírito que somos filhos de Deus" (Romanos 8:9,16). Tal é um verdadeiro Cristão, e somente tal é. Batismo, confirmação, o recebimento dos sacramentos, membresia de igrejas - estes não significam nada, a menos que o supremo ato de Deus na regeneração também ocorra. As exterioridades religiosas podem ter um significado para a alma habitada por Deus; para quaisquer outros elas não são somente inúteis, mas podem realmente se tornar armadilhas, ludibriando-os a um falso e perigoso senso de segurança."Guarda com toda a diligência o teu coração" é mais do que um sábio provérbio; ele é uma solene ordenação posta sobre nós por Aquele que mais se importa conosco. Para isto nós devemos dar a mais diligente atenção a fim de que não tropecemos a qualquer hora.

04 agosto 2009

Artigos


Olá irmãos, sugiro que atentem para os comentário a respeito do livro A Cabana.
Anderson Paz "Achei interessante os comentários que o Mark Discroll faz sofre o livro A Cabana, principalmente o quarto ponto, onde o livro conduz o leitor a pensar que não há submissão na Trindade. Isso, além de não ser verdade, pois o Filho se submete ao Pai, oferece também um risco à Igreja, pois em todo ensino cristão existe a relação de submissão sem que haja inferioridade entre uma das partes (filhos/pais, esposa/marido, etc..)."
João A. de Souza Filho
As sutilezas do livro A Cabana - Julho de 2009
Confesso. Fui levado a ler A Cabana por pessoas amigas que queriam minha opinião a respeito do livro. Eis minha avaliação. Como romance é ótimo. Tem bom enredo e consegue prender o leitor até quase metade do livro. Mas, depois que o protagonista da história vai até a cabana onde o enredo se passa, a conversa com Deus, que lhe aparece como uma mulher negra, cozinheira, que gosta de rap e de reggae; com Jesus, um carpinteiro bonachão e com o Espírito Santo uma mulher de características orientais, a narrativa se torna às vezes monótona, outras vezes cativante, mas sempre preocupante.
Não quero, de maneira alguma jogar água fria em você que leu o livro A Cabana.
Mas é nos diálogos da suposta trindade com o protagonista que aparecem as sutilezas ou sementinhas de sofismas que poderão afetar a maneira de crer de crentes imaturos que não conhecem a essência de sua fé. Sim, meus amigos, hoje existe uma geração de cristãos que não sabe em que crê; apenas crê. Crê nos pacotes de ensinamentos que lhes são apresentados em cada culto da igreja. Tudo que sabem de Deus, de Jesus e do Espírito Santo é o que lhes foi apresentado no kit que receberam do pastor a partir do dia em que ingressaram na igreja.
Sei que o livro vende bem e é apreciado pelos evangélicos. Acontece que muita gente não percebe suas sutilezas. Além das sutilezas, a pergunta que Mackenzie, o principal personagem do livro faz a Deus: Por que Deus permitiu que sua filha fosse seqüestrada e morta? Sempre é respondida com evasivas. Busquei a resposta e, como Mack fui iludido.
A sutileza do escritor convenceu líderes evangélicos americanos como Pat Robertson do Clube 700, Michael W. Smith, Eugene Peterson, professor do Regent College e outros renomados pastores americanos e até mesmo James Ryle do movimento Vineyard.
No entanto, quando se compara tudo o que é sugerido no livro com a Bíblia descobre-se mais uma pedra fundamental da velha torre de Babel, que é também a pedra de esquina da chamada igreja emergente. Sim, porque a igreja emergente traz para seu seio ensinamentos de filosofias e conceitos do pós-modernismo; o ensinamento de que a igreja precisa abarcar em seu seio todas as culturas e adaptar-se a todas as influências.
Para que o leitor compreenda, o pós-modernismo abriu espaço para que a Nova Era influencie a mensagem evangélica com a tendência de se repudiar a possibilidade de qualquer conhecimento seguro e sólido da verdade. Trabalha pela desconstrução sistemática de qualquer reivindicação da verdade; é a rejeição de toda expressão de certeza. Não existe verdade absoluta, apenas a incerteza e cada pessoa fica com sua verdade, com o que crê! Cada pessoa crê do jeito que quer, e deve respeitar a crença do outro. Não é lindo? E isto fica claro no livro A Cabana.
A sutileza de Satanás em mascarar a verdade vem sendo apresentada como se os diálogos da trindade em A Cabana estabelecessem a verdade suprema que estava faltando na igreja.
No final de 1998-2000 o sucesso era ler o Código da Bíblia em que o autor lançava uma cortina de fumaça sobre a fé cristã. O escritor Michael Drosnin valendo-se das pesquisas do matemático Elihu Ripps da Universidade Hebraica de Jerusalém chegou até mesmo a fazer suas previsões afirmando que um terremoto devastaria o Japão em 2006. Nada aconteceu. Ainda quero voltar ao tema do O Código da Bíblia para ressaltar as sutilezas.
Depois veio o Código Da Vinci sugerindo que a fé dos cristãos teria sido manipulada por homens que esconderam das pessoas a verdade, insinuando a idéia de que estávamos crendo numa farsa. Os defensores da fé cristã, como Erwin Lutzer tiveram que defender novamente a fé dos cristãos. Agora, em A Cabana somos brindados com novas formas de sutilezas, aliás muito bem apresentadas e quase convincentes! E neste tempo de globalização um livro pode ser sucesso mundial em pouco tempo.
Essa tentativa da redefinição de Deus pode ser detectada nas entrevistas que o autor deu ao longo deste tempo. Conforme o autor, o livro é para os têm um anseio de que Deus seja bondoso e amoroso, conforme desejamos. (Entrevista com Sherman Hu, 04/12/2007). Busca-se um Deus cujo amor seja incondicional, que não exija obediência alguma, arrependimento, que não condene o pecado, nem faça com que os homens se sintam culpados pelos seus atos. Não creio que o deus que Mack encontra na cabana onde sua filha foi assassinada seja o Deus da Bíblia. Ou então, o Deus sobre quem falo e prego ao longo de meus 45 anos de ministério mudou! Tornou-se um Deus mais light, fofinho, crível por todos. Ele é apresentado no livro A Cabana desvestido de santidade. Totalmente humano.
Veja algumas frases interessantes:
“Os que me amam estão em todos os sistemas que existem. São budistas ou mórmons, batistas ou muçulmanos, democratas, republicanos e muitos que não votam nem fazem parte de qualquer instituição religiosa (...) Há banqueiros, jogadores, americanos e iraquianos, judeus e palestinos. Não tenho desejo de torná-los cristãos, mas quero me juntar a eles em seu processo para se transformarem em filhos e filhas do Papai, em irmãos e irmãs, em meus amados” (Palavras de Jesus para Mack – pp 168-169).
- Se é assim, Jesus, por que venho me afadigando em pregar o evangelho?
É a pergunta que eu faria ao Jesus de A Cabana!
“Aplicar regras, sobretudo em suas expressões mais sutis, como responsabilidade e expectativa, é uma tentativa inútil de criar a certeza a partir da incerteza. E, ao contrário do que você possa pensar, eu gosto demais da incerteza. As regras não podem trazer a liberdade. Elas só têm o poder de acusar” (p 190).
- Deus, se você gosta da incerteza, por que sou apresentado a um Evangelho que me traz a certeza? Também perguntaria isso ao deus de A Cabana!
Mas, leitor, conclua você mesmo. Como se dizia antigamente, leia o livro com um olho na missa e outro no padre! E cuidado, a sutileza é maior do que você imagina!