30 junho 2009

Prisioneiros por Amor

"Família de pastor sequestrado foge por causa de ameaças".
Família do pastor William Reyes Piedrahita
COLÔMBIA (*) - A esposa e os filhos do pastor William Reyes, sequestrado em setembro do ano passado e ainda desaparecido, mudaram-se para outra cidade por causa de ameaças feitas por estranhos, provavelmente ligados ao sequestro. A agência de notícias Compass soube que Miranda Reyes, seus filhos William, 19, Luz Nelly, 17 e Estefania, 9, saíram de sua casa em Maicao, La Guajira, dois meses atrás, e se mudaram para um lugar desconhecido, ainda no país. O pastor William Reyes desapareceu em 25 de setembro de 2008, no caminho de Maicao para Valledupar. Desde março de 2008, o pastor da Igreja Light and Truth Inter-American, e membro ativo do Conselho de pastores evangélicos em Maicao, vinha recebendo ameaças de extorsão de grupos ilegais armados, operando na península de La Guajira. Desde então, os familiares não têm notícias do pastor, nem os sequestradores fizeram contato para pedir resgate. No início deste ano, dois acontecimentos chamaram a atenção da esposa do pastor, alertando que ela e seus filhos corriam perigo. No dia 15 de janeiro, um homem não-identificado apareceu na igreja e procurou por Idia Miranda Reyes. Quando disseram que ela não estava lá, o homem pediu seu endereço e número de telefone, mas os membros da igreja não forneceram. Antes de sair, o homem disse: “É mais do interesse dela entrar em contato comigo, do que meu, de encontrá-la”. Seis dias depois, Luz Nelly Reyes foi abordada por um estranho na rua (a família acredita que era o mesmo homem), que disse a ela que, se quisesse ver seu pai novamente, deveria ir com ele. A garota recusou o convite. Quando ele tentou segurá-la pelo braço, Luz Nelly fugiu. “Eu não denunciei isso para a polícia, porque estou com medo”, disse Miranda ao Compass logo após o incidente. “Eles poderiam fazer algo contra mim.” Chorando, ela acrescentou: “Nós nunca imaginamos que isso aconteceria conosco. Eu gostaria que eles dissessem se estão com meu marido ou não.” Idia Miranda Reyes esperou para deixar Maicao até Luz Nelly terminar o segundo grau; ela se formou em 28 de março. De acordo com fontes locais, a Igreja está ajudando a família com as necessidades básicas. Miranda não é a única a temer. A Colômbia tem sofrido o maior número de sequestros das Américas, e a taxa de homicídios é 11 vezes maior que a dos Estados Unidos. Devido à falta de leis, os colombianos normalmente sofrem agressões dos mesmos criminosos que assassinaram seus entes queridos. Crimes violentos são tão comuns no país que metade das ocorrências não são denunciadas para a polícia, e somente uma em cada nove é divulgada na mídia. A família Reyes está entre outros “refugiados internos” que vivem como exilados em seu próprio país. A violência política e social fora do controle tem forçado vítimas inocentes – muitas delas viúvas e crianças – a abandonar suas casas e carreiras. Eles são obrigados a morar em cidades lotadas e isoladas para se proteger de possíveis ataques. De acordo com estimativas, a Colômbia possui, atualmente, 3 milhões de refugiados internos, a segunda maior população de desalojados no mundo, perdendo apenas para o Sudão. Tradução: Portas Abertas * Este país não se enquadra entre os 50 mais intolerantes ao cristianismo.


16 junho 2009

Artigos

Como posso livrar-me do vício em entretenimento?


Eu creio que amo a Cristo de verdade, mas a maior parte do tempo eu prefiro passar o tempo entretendo-me do que gastá-lo na Palavra de Deus. Como eu quebro essa influência que o entretenimento tem sobre o meu coração?

Essa é uma pergunta muito boa. E eu penso que ela é especialmente pertinente porque nós vivemos, eu creio, mais agora do que nunca, em dias em que coisas que entretêm estão imediatamente acessíveis.
Eu estava pensando esses dias na diferença entre nossas tentações e, digamos, as tentações de 250 anos atrás, nos dias de Jonathan Edwards. Edwards escreveria sobre a tolice de pessoas jovens que se juntam para ter "conversações frívolas" ou outras coisas ainda piores. (Uma delas chamava-se "Empacotar": ir juntos para a cama, permanecendo vestidos. Apenas apimentando a vida um pouco. A vida era enfadonha há 250 anos na Nova Inglaterra.)


"Eu quero defender a seriedade a respeito de Deus, em vez de torná-lo palatável fazendo com que Ele pareça 'divertido', transformando-O em mais uma peça de entretenimento."

Hoje nós levamos em nossos bolsos, rádio, televisão, internet e jogos e qualquer coisa que seja excitante e cheia de diversão! E "diversão" é uma palavra que é usada hoje na igreja de forma desenfreada! É um adjetivo, é um substantivo, é um verbo, porque nós exercemos o ministério buscando ajustar-nos a essa mentalidade.
Estou profundamente preocupado com isso. Eu quero defender a seriedade a respeito de Deus, em vez de torná-lo palatável fazendo com que Ele pareça "divertido", transformando-O em mais uma peça de entretenimento.
Assim, a pergunta é: "Como você se livra dessa dependência?"

1. Reconhecer que ela existe é um enorme passo na direção certa.

2. Busque a Deus seriamente sobre isso. Ore como um louco para que Deus abra seus olhos para ver coisas maravilhosas na Sua lei.

3. Aprofunde-se na Bíblia, até mesmo quando você não tem vontade, suplicando a Deus que abra seus olhos para ver o que realmente está lá.

4. Entre em um grupo onde se conversa sobre coisas sérias.

5. Comece a compartilhar sua fé. Uma das razões porque nós não somos movidos por nossa própria fé como deveríamos é porque nós quase nunca conversamos sobre ela com os não-crentes. Nossa fé começa a ficar como um tipo de coisa de estufa e então começa a gerar um sentimento de irrealidade sobre si mesma. E então as forças do entretenimento começam a ter maior influência sobre nossas vidas.

Portanto essas seriam algumas das coisas, mas no final das contas é um presente da graça poder sentir a glória de Deus.
Uma última sugestão: pense em sua morte. Pense muito em sua morte. Pergunte a si mesmo o que você gostaria de estar fazendo no fim da vida, ou nas horas, ou dias, que antecedem o encontro com Cristo. Eu tenho feito muito isso por esses dias. Eu penso no impacto da morte e o que eu gostaria de estar fazendo e como eu me prepararia para encontrá-lO e prestar contas a Ele.

John Piper